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Novos caminhos para ser pai: como a medicina reprodutiva vem ampliando as possibilidades de formar uma família

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Ser pai já não depende de um único caminho. Se antes a paternidade parecia limitada por modelos tradicionais de família ou por barreiras biológicas, hoje ela pode nascer de diferentes trajetórias, todas conduzidas pelo mesmo desejo de cuidar, educar e amar. Nesse cenário, os avanços da medicina reprodutiva têm desempenhado um papel fundamental ao transformar projetos de vida em realidade para homens que sonham em construir uma família. Com a proximidade do Dia dos Pais, esse cenário ganha ainda mais significado. A data convida não apenas à celebração daqueles que já exercem esse papel, mas também à reflexão sobre as muitas histórias que antecedem a chegada de um filho; jornadas marcadas por planejamento, esperança e escolhas. Foi justamente esse desejo que aproximou Ruan Gomes e Rafael Moreira do consultório do médico especialista em reprodução humana Dr. Agnaldo Viana, do IVI Salvador. Juntos há praticamente dez anos, marco que completam em outubro, eles contam que a vontade de construir uma família sempre esteve entre os planos que sustentaram a relação desde os tempos de faculdade, quando se conheceram: Ruan cursava engenharia civil, Rafael biologia, área que depois trocou pela odontologia. “Sempre tive vontade de ser pai, desde muito antes de pensarmos nisso de forma mais concreta. O Rafael sempre foi mais ponderado, dizia que a gente precisava conquistar outras coisas primeiro, ganhar nosso espaço. Mas sempre tivemos isso muito claro: a paternidade fazia parte dos nossos planos”, conta Ruan. A decisão de iniciar o tratamento marcou o início de uma jornada feita de descobertas, planejamento e muitas expectativas. Entre consultas, conversas e etapas do processo, o sonho passou a ganhar contornos cada vez mais concretos. Foi quando a rotina profissional de Rafael como dentista se estabilizou que o casal sentiu que o momento havia chegado. Segundo o especialista em reprodução assistida do IVI Salvador, Dr. Agnaldo Viana, a medicina reprodutiva acompanhou as transformações da sociedade e, hoje, vai muito além do tratamento da infertilidade. “A medicina reprodutiva evoluiu para acompanhar as diferentes formas de construir uma família. Hoje conseguimos oferecer alternativas seguras e individualizadas para diversos perfis de pacientes. Mais do que tratar a infertilidade, nosso papel é ajudar pessoas a concretizarem um projeto de vida que passa pelo desejo de exercer a maternidade ou a paternidade”. Cada vez mais homens planejam a paternidade Embora a infertilidade ainda seja um dos principais motivos que levam pacientes aos consultórios de reprodução assistida, o perfil de quem procura esse tipo de acompanhamento tem se tornado cada vez mais diverso. Além de casais heterossexuais com dificuldade para engravidar, é cada vez mais comum o atendimento a homens que desejam compreender melhor as possibilidades oferecidas pela medicina reprodutiva para construir uma família. Nesse grupo estão pacientes que pretendem preservar a fertilidade, homens solteiros e casais homoafetivos que buscam um planejamento seguro e individualizado. “Percebemos cada vez mais homens buscando informação antes mesmo de iniciar essa jornada. Muitos chegam ao consultório não por enfrentarem um diagnóstico de infertilidade, mas porque querem entender quais caminhos existem para realizar o sonho de ter filhos. A reprodução assistida passou a fazer parte desse planejamento familiar”, explica o especialista. Segundo Dr. Agnaldo, o acesso à informação também tem contribuído para essa mudança de comportamento. “Quanto mais cedo esse planejamento acontece, maiores são as possibilidades de oferecer alternativas adequadas para cada realidade. A informação permite que os pacientes tomem decisões com mais segurança e tranquilidade”, conta. No caso de Ruan e Rafael, esse planejamento envolveu um tratamento cuidadosamente estruturado para tornar possível o projeto de formar uma família. Como acontece com outros casais homoafetivos masculinos, a jornada contou com recursos da medicina reprodutiva, como a Fertilização in Vitro (FIV), a utilização de óvulos doados e a gestação por substituição, sempre em conformidade com as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina. Dos oito óvulos fecundados, seis se tornaram blastocistos, três foram submetidos a teste genético (PGT-A) e todos apresentaram resultado euploide. Um embrião, selecionado por sua qualidade morfológica, foi transferido e o exame de beta deu positivo. “Foi um misto de alívio e felicidade, daquelas que dão vontade de chorar”, descreve Ruan sobre o momento em que souberam do resultado positivo. Hoje, o casal vive a 12ª semana de gestação de uma menina, que já tem nome escolhido. À espera da chegada de Clarissa, Ruan e Rafael já enxergam nessa jornada a confirmação de que existem diferentes formas de construir uma família, todas igualmente marcadas pelo cuidado, pelo afeto e pela decisão diária de amar. “Ser pai para a gente é ser amor, é ser um porto seguro na vida do outro, é ser amigo, é ser companheiro”, resume Ruan. À espera do primeiro Dia dos Pais como pais oficialmente, o casal deixa um recado a outros homens que sonham com a paternidade: “Não desistam. Confiem. Se essa vontade existe dentro de você, é porque já foi abençoada. Não existe motivo para pensar que você não merece ser pai”. Para o Dr. Agnaldo Viana, histórias como essa ajudam a mostrar que a reprodução assistida deixou de ser apenas uma resposta para a infertilidade e passou a representar uma importante aliada de diferentes projetos de vida. “Quando falamos em reprodução assistida, estamos falando sobre pessoas, histórias e projetos de vida. A tecnologia evoluiu muito, mas o que realmente move esse trabalho continua sendo o mesmo: ajudar famílias a nascerem. Independentemente da configuração familiar, o desejo de cuidar, amar e construir vínculos é o que define a paternidade”, conclui o especialista. Sobre o IVI – RMANJ IVI nasceu em 1990 como a primeira instituição médica na Espanha especializada inteiramente em reprodução humana. Atualmente são em torno de 190 clínicas em 15 países e 7 centros de pesquisa em todo o mundo, sendo líder em Medicina Reprodutiva e o maior grupo de reprodução humana do mundo.

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30 de julho de 2026
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