Clínica da Mulher Anna Paola Noya Gatto defende preservação da relação médico-paciente e cria alternativas para atender beneficiárias da SulAmérica
O recente processo de descredenciamento de prestadores promovido pela SulAmérica Saúde reacendeu o debate sobre os impactos dessas mudanças na continuidade do atendimento aos pacientes. Na Bahia, a Clínica da Mulher Anna Paola Noya Gatto, que integrou a rede credenciada da operadora por mais de 30 anos, alerta para os efeitos da interrupção de vínculos construídos entre médicos e pacientes ao longo de décadas.
Segundo a instituição, a mudança vai além da substituição de um prestador de serviço. A principal preocupação está na descontinuidade do acompanhamento médico, especialmente em casos que exigem monitoramento prolongado, como gestação, doenças crônicas, menopausa e tratamentos oncológicos.
Para a ginecologista Dra. Anna Paola Noya Gatto, a relação entre médico e paciente representa um dos pilares da assistência em saúde. Ao longo dos anos, afirma a especialista, o profissional passa a conhecer o histórico clínico, os fatores de risco e as particularidades de cada mulher, elementos que contribuem para decisões mais seguras e personalizadas.
A clínica ressalta que respeita a autonomia das operadoras para reorganizar suas redes credenciadas, mas defende que alterações dessa natureza considerem também os impactos assistenciais para os beneficiários, preservando sempre que possível a continuidade do cuidado.
Diante do novo cenário, a instituição estruturou alternativas para que as pacientes possam manter o acompanhamento médico. Além das consultas particulares, passou a oferecer uma Tabela VIP destinada às beneficiárias da SulAmérica e disponibiliza o Cartão Cuidar Bem Mulher, programa que reúne benefícios em estabelecimentos parceiros e descontos nos serviços da própria clínica. O atendimento também pode ser agendado por meio do aplicativo Cuidar Bem Mulher.
Para a Clínica da Mulher, o debate sobre descredenciamentos precisa avançar com foco na qualidade da assistência e na segurança dos pacientes, reforçando a importância da previsibilidade nas mudanças da saúde suplementar e da preservação da relação médico-paciente.



