Terapeuta integrativa destaca que práticas complementares podem auxiliar no bem-estar durante o climatério, sempre associadas ao acompanhamento médico.
A menopausa é um processo natural da vida da mulher, mas ainda é cercada por desinformação. Embora seja frequentemente associada apenas às ondas de calor e às alterações menstruais, a literatura médica já descreve mais de 70 sintomas relacionados ao climatério e à menopausa, incluindo impactos emocionais, sociais e na qualidade de vida.
Segundo dados do IBGE, 7,9% da população feminina brasileira está na fase do climatério e da menopausa, e 82% dessas mulheres apresentam sintomas que comprometem o bem-estar sem buscar tratamento. Para a terapeuta integrativa Ayeska Azevedo, o cuidado deve considerar a mulher de forma integral, associando práticas complementares ao acompanhamento médico. “Muitas mulheres chegam ao consultório sem saber que os sintomas fazem parte desse processo. Meu papel é orientá-las a procurar avaliação médica e, a partir daí, utilizar práticas integrativas como suporte no alívio dos sintomas”, explica.
O Ministério da Saúde também reconhece o papel das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) como recursos auxiliares no manejo dos sintomas da menopausa. Entre elas estão fitoterapia, yoga, acupuntura, aromaterapia e terapia floral, sempre como complemento ao tratamento convencional e nunca como substituição.
Entre os recursos utilizados, a terapia floral pode contribuir para o equilíbrio emocional de mulheres que enfrentam irritabilidade, ansiedade, fadiga e dificuldades de adaptação durante essa fase. “Os florais ajudam a oferecer mais conforto emocional para que a mulher atravesse esse período de forma mais equilibrada em todas as dimensões da vida”, destaca Ayeska.



