Candidato do PL continua à frente, mas distância para Lula caiu ao longo da contagem; disputa presidencial caminha para segundo turno.
Com a apuração se aproximando de 90% das urnas neste domingo (4), Flávio Bolsonaro (PL) continua na liderança da disputa pela Presidência da República, mas a vantagem sobre Lula (PT) diminuiu significativamente ao longo da totalização dos votos.
Na parcial registrada quando a apuração já havia ultrapassado 85%, Flávio Bolsonaro aparecia com 48,47% dos votos válidos, enquanto Lula alcançava 43,49%. A diferença entre os dois estava em aproximadamente cinco pontos percentuais.
O cenário representa uma redução importante em relação às primeiras horas da apuração. Às 18h15, Flávio chegou a registrar 51,22%, contra 40,66% de Lula, uma distância superior a dez pontos percentuais. Com 64,81% das urnas apuradas, a diferença já havia diminuído, com 49,58% para Flávio e 42,25% para Lula.
A aproximação continuou conforme novos boletins de urna foram incorporados à totalização nacional. Apesar da redução da diferença, Flávio Bolsonaro permanece na primeira colocação.
Apuração muda percentuais ao longo da noite
A oscilação ocorre porque os resultados das diferentes regiões do país não entram no sistema simultaneamente. Os Boletins de Urna são recebidos e processados progressivamente pela Justiça Eleitoral, alterando os percentuais nacionais conforme a apuração avança.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que os dados são atualizados à medida que esses boletins são recebidos e processados. Por isso, as primeiras parciais não representam necessariamente a distribuição final dos votos.
Com o avanço da contagem, Flávio Bolsonaro deixou a faixa superior a 50% registrada anteriormente, enquanto Lula aumentou sua participação no total de votos válidos.
O Datafolha já projeta Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno da eleição presidencial. A segunda votação está prevista para 25 de outubro.
A totalização oficial continua e os percentuais ainda podem sofrer alterações até a conclusão da apuração pela Justiça Eleitoral.


