Campanha nacional chama atenção para uma condição ocular que afeta até 24% da população e é intensificada durante o inverno
O mês de julho ganhou uma nova cor e um importante propósito com a campanha Julho Turquesa, que alerta para os riscos e sintomas da síndrome do olho seco. A condição, que atinge até 24% dos brasileiros segundo a Associação dos Portadores de Olho Seco, tende a se agravar durante o inverno, quando o clima seco e o uso de ar-condicionado são mais frequentes. Oftalmologistas explicam que a doença está relacionada a uma disfunção na produção ou qualidade da lágrima, causando irritação, desconforto e até lesões na córnea.
Os sintomas incluem ardência, vermelhidão, visão embaçada, sensação de areia nos olhos e sensibilidade à luz, muitas vezes confundidos com cansaço. “A exposição excessiva às telas, o uso prolongado de lentes e até fatores como idade e medicamentos podem agravar o quadro”, explica a oftalmologista Tânia Ramos, do Instituto de Olhos Freitas. A boa notícia é que o diagnóstico tem se tornado mais preciso com o apoio da tecnologia. Unidades como o DayHORC, em Salvador, contam com núcleos especializados e aparelhos como o IDRA e o Eye-Light, que associam luz pulsada ao tratamento ocular, oferecendo mais conforto e alívio aos pacientes.
Além do tratamento com colírios e mudanças de hábito, a campanha Julho Turquesa reforça a importância do acompanhamento profissional. “É uma condição que afeta a produtividade, o bem-estar e até o estado emocional do paciente. Por isso, olhos vermelhos e cansados merecem atenção”, destaca o oftalmologista Murilo Barreto, da OftalmoDiagnose.



