Especialista alerta que crescimento do setor exige profissionalização da administração para evitar perdas financeiras e problemas tributários
O crescimento do mercado da saúde tem levado cada vez mais médicos ao empreendedorismo, mas a falta de preparo para administrar consultórios e clínicas ainda representa um dos principais desafios do setor. A avaliação é da consultora Catarina Lima, CEO da Referência Gestão de Saúde, que alerta para os riscos da informalidade na gestão dos negócios.
Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o segmento de saúde humana e serviços sociais registrou o maior crescimento entre todas as atividades econômicas entre 2022 e 2024, com o acréscimo de aproximadamente 177,7 mil empresas e organizações. Para a especialista, o cenário evidencia a necessidade de profissionalizar a administração das clínicas para acompanhar a expansão do mercado.
Segundo Catarina Lima, muitos profissionais dominam a prática médica, mas não receberam formação para lidar com fluxo de caixa, custos, contratos, tributos, gestão de equipes e planejamento estratégico. Ela destaca que a informalidade vai além da ausência de CNPJ e pode estar presente em situações como a mistura das finanças pessoais com as da clínica, precificação sem controle de custos, falta de indicadores e decisões baseadas apenas no saldo bancário.
Entre as medidas recomendadas estão a separação das contas pessoais e empresariais, o acompanhamento das receitas e despesas, a formalização de contratos, o controle tributário e a adoção de processos administrativos estruturados. A consultora também defende que médicos contem com apoio especializado para organizar a gestão, permitindo que concentrem seus esforços no atendimento aos pacientes enquanto a administração do negócio é conduzida de forma estratégica e sustentável.
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