Campanha Agosto Lilás reforça a importância da rede de apoio e canais de denúncia para combater a violência contra a mulher
O mês de agosto marca a campanha Agosto Lilás, que tem como objetivo ampliar a visibilidade do combate à violência contra as mulheres, divulgar os direitos das vítimas e reforçar os canais de acolhimento e denúncia. Na Bahia, os números preocupam: de acordo com o Ministério da Saúde, o Ligue 180 registrou em 2024 um aumento de 42% nos atendimentos, passando de 44.594 ligações em 2023 para 63.330 no ano passado. As denúncias também cresceram 11,6%, com a maioria dos casos ocorrendo dentro da própria casa da vítima.
Segundo a psicóloga Verônica Lima, da Hapvida, mudanças bruscas de comportamento, isolamento, tristeza e justificativas frequentes para machucados são sinais que podem indicar uma situação de violência. Ela reforça que fatores socioeconômicos e culturais, como vergonha, medo e ameaças do agressor, muitas vezes impedem a denúncia. Mulheres pretas ou pardas são as principais vítimas, e esposos ou companheiros, atuais ou ex, figuram como os maiores agressores.
Entre janeiro e dezembro de 2024, o Núcleo de Defesa das Mulheres da Defensoria Pública da Bahia registrou uma média de 380 atendimentos por mês, somando mais de 4,5 mil vítimas atendidas no período. Para a especialista, campanhas como o Agosto Lilás são fundamentais para fortalecer a rede de apoio e promover o acesso à assistência social, serviços de saúde e orientações jurídicas.
Uma das iniciativas nesse sentido é o Canal Delas, criado pela Hapvida em parceria com a ONG As Justiceiras, que oferece acolhimento, orientação e apoio jurídico, psicológico e socioassistencial. A plataforma funciona 24 horas por dia e pode ser acessada pelo link: https://linktr.ee/canaldamulherhapvidandi.



