Especialista explica por que a estação favorece o acúmulo de alérgenos e orienta medidas para reduzir sintomas de rinite, asma e dermatite.
A chegada do inverno exige atenção redobrada de pessoas que convivem com alergias respiratórias e dermatológicas. As temperaturas mais baixas e a permanência em ambientes fechados favorecem o acúmulo de ácaros, poeira e pelos de animais, aumentando a incidência de crises de rinite alérgica, asma e dermatite atópica, segundo especialistas.
De acordo com a alergologista Dra. Barbara Silva, do Grupo Fleury — que na Bahia atua com a marca Diagnoson a+ —, manter as doenças controladas é a principal estratégia para evitar o agravamento dos sintomas durante a estação. Entre as queixas mais comuns estão espirros frequentes, coriza, congestão nasal, coceira no nariz e nos olhos, tosse, chiado no peito, falta de ar e, no caso das alergias de pele, ressecamento, vermelhidão e coceira intensa.
Além da concentração de alérgenos dentro de casa, hábitos comuns no inverno, como banhos muito quentes e demorados, podem agravar quadros de dermatite atópica ao ressecar a pele. A especialista também alerta que os sintomas da rinite podem ser confundidos com gripes e resfriados, mas explica que febre, dores no corpo, dor de garganta e mal-estar costumam estar mais associados às infecções respiratórias.
Para reduzir o risco de crises, a orientação é manter os ambientes ventilados e limpos, utilizar capas impermeáveis em colchões e travesseiros, lavar regularmente as roupas de cama, evitar banhos excessivamente quentes, hidratar a pele diariamente e seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico. O diagnóstico das alergias deve considerar o histórico clínico do paciente e, quando necessário, ser complementado por testes específicos.
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