Especialista explica riscos das dietas hiperproteicas e reforça importância do equilíbrio alimentar

As dietas hiperproteicas se popularizaram nos últimos anos, impulsionadas pela promessa de emagrecimento rápido e ganho de massa muscular. No entanto, o consumo excessivo de proteínas pode trazer impactos importantes à saúde, especialmente para os rins, responsáveis pela filtragem de substâncias no organismo.
De acordo com a nefrologista Manuela Lordelo, a ingestão elevada de proteína por longos períodos pode aumentar a sobrecarga renal. “Esse excesso pode elevar a filtração dos rins em até 60% e, ao longo do tempo, favorecer alterações na função do órgão”, explica. Segundo a especialista, dietas que ultrapassam cerca de 2g de proteína por quilo de peso corporal ao dia já exigem atenção.
O risco é ainda maior em pessoas com algum grau de comprometimento renal, muitas vezes silencioso. Nesses casos, o consumo exagerado pode acelerar a perda da função dos rins, favorecendo quadros como inflamação e até o desenvolvimento de cálculos renais.
Outro ponto de atenção é o uso indiscriminado de suplementos, como o whey protein, sem orientação profissional. Sintomas como inchaço, pressão alta e alterações na urina costumam surgir apenas em estágios mais avançados, o que dificulta o diagnóstico precoce.
A recomendação, segundo a especialista, é evitar modismos e priorizar uma alimentação equilibrada. A quantidade ideal de proteína varia de acordo com fatores individuais, como peso, rotina e objetivos. O acompanhamento com profissionais de saúde e a realização de exames periódicos são fundamentais para garantir segurança a longo prazo.



