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Uma em cada seis pessoas enfrentará infertilidade; ciclo menstrual pode trazer sinais de alerta

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Alterações no ciclo menstrual costumam ser atribuídas ao estresse, à rotina intensa ou até consideradas características normais do organismo feminino. No entanto, em alguns casos, elas podem representar sinais importantes sobre a saúde reprodutiva. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que uma em cada seis pessoas enfrentará infertilidade em algum momento da vida, reforçando a importância da investigação precoce e do acesso à informação. Entre os aspectos que merecem atenção está a chamada curva hormonal, responsável por coordenar etapas essenciais para que uma gravidez aconteça. Ao longo do ciclo menstrual, hormônios como FSH, LH, estradiol e progesterona variam naturalmente para estimular o amadurecimento dos folículos ovarianos, desencadear a ovulação e preparar o útero para uma possível gestação.

Segundo a ginecologista e especialista em reprodução humana do IVI Salvador, Dra. Isa Rocha, compreender o funcionamento desses hormônios ajuda a identificar quando o organismo pode estar sinalizando a necessidade de uma avaliação mais detalhada. “Cada hormônio atua em um momento específico do ciclo menstrual. Quando existe equilíbrio nessa dinâmica, o organismo consegue realizar etapas fundamentais para a reprodução. Alterações persistentes podem indicar a necessidade de investigação especializada”, explica. Embora pequenas oscilações sejam consideradas fisiológicas, ciclos muito irregulares, ausência frequente de ovulação ou mudanças menstruais persistentes merecem atenção. Isso não significa, necessariamente, um diagnóstico de infertilidade. No entanto, a avaliação precoce pode contribuir para identificar causas tratáveis e ampliar as possibilidades reprodutivas da paciente.

Dependendo do diagnóstico, o acompanhamento pode envolver desde orientações clínicas e monitoramento do ciclo menstrual até tratamentos de reprodução assistida, definidos de forma individualizada conforme a história clínica e os objetivos reprodutivos de cada mulher ou casal. O avanço da medicina reprodutiva tem ampliado as alternativas disponíveis para pacientes que enfrentam dificuldades para engravidar, oferecendo abordagens cada vez mais personalizadas. “Hoje, a medicina reprodutiva oferece diferentes possibilidades de cuidado. Muitas vezes, identificar precocemente uma alteração hormonal permite intervenções menos complexas. Em outras situações, técnicas de reprodução assistida podem representar uma alternativa segura e eficaz para ajudar a realizar o desejo da gravidez”, afirma Dra. Isa Rocha.

Para a especialista, conhecer o próprio ciclo é também uma forma de cuidar da fertilidade. Em um cenário em que a infertilidade afeta milhões de pessoas em todo o mundo, observar os sinais do corpo, buscar orientação médica diante de dúvidas e contar com acompanhamento especializado podem fazer diferença no planejamento reprodutivo e na construção do projeto de maternidade com mais segurança e informação.

 

Sobre o IVI – RMANJ

IVI nasceu em 1990 como a primeira instituição médica na Espanha especializada inteiramente em reprodução humana. Atualmente são em torno de 190 clínicas em 15 países e 7 centros de pesquisa em todo o mundo, sendo líder em Medicina Reprodutiva e o maior grupo de reprodução humana do mundo.

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