Especialista aponta crescimento de casos de hiperpigmentação e reforça importância da prevenção

A chegada do outono, marcada pelo mormaço característico de Salvador, tem contribuído para o aumento de casos de manchas na pele, especialmente entre a população negra. O fenômeno, conhecido como hiperpigmentação, vai além da estética e acende um alerta para a saúde.
Mesmo com a redução aparente da intensidade do sol, a radiação UVA e a luz visível continuam atuando na pele, estimulando a produção de melanina. Em peles negras, esse processo é ainda mais intenso, favorecendo o surgimento de melasma, manchas pós-inflamatórias e foliculite.
Segundo a médica Danìelà Hermes, o principal problema está na falsa sensação de proteção natural. “Muitas pessoas acreditam que não precisam de cuidados constantes, mas o calor e a exposição continuam estimulando as manchas”, explica.
Outro ponto de atenção é o diagnóstico tardio de doenças de pele. A especialista alerta que alterações pigmentares podem esconder lesões mais graves, reforçando a importância de observar mudanças no tamanho, cor e formato das manchas.
A recomendação é manter o uso diário de protetor solar, preferencialmente com cor, além de buscar acompanhamento dermatológico. O cuidado contínuo é fundamental para prevenir complicações e preservar a saúde da pele.




