Especialistas explicam o que é o chamado sinal de Frank e reforçam a importância da prevenção mesmo em homens aparentemente saudáveis
A morte súbita do influenciador Madeirite, aos 50 anos, provocou repercussão nas redes sociais e trouxe de volta ao debate público um tema delicado: o risco cardiovascular em homens ativos e com aparência saudável. O episódio levantou questionamentos sobre sinais físicos que podem indicar alterações silenciosas nas artérias, entre eles a presença de uma linha diagonal no lóbulo da orelha, conhecida como sinal de Frank.

Descrito na literatura médica desde a década de 1970, o sinal de Frank é observado como possível marcador associado a maior risco de doença arterial coronariana. Especialistas explicam, no entanto, que a marca não é diagnóstico. Ela pode funcionar como indício clínico complementar, especialmente quando acompanhada de fatores como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, histórico familiar e sedentarismo.
Para o cardiologista Dr. Marcelo Simões, sócio da Angioclam, com unidades em Vilas do Atlântico e Guarajuba, o maior risco está na falsa sensação de segurança. “Muitos homens acreditam que estar em forma elimina a possibilidade de infarto. O condicionamento físico é importante, mas não anula fatores genéticos nem processos inflamatórios que afetam as artérias”, afirma.
O angiologista Dr. Tainã Andrade destaca que o sistema vascular funciona de maneira integrada. “O coração não trabalha isolado. Alterações nas artérias periféricas podem refletir fragilidade também nas coronárias. O cuidado precisa ser sistêmico e preventivo”, explica. Segundo os especialistas, exames como avaliação de marcadores inflamatórios, teste de esforço e exames de imagem ajudam a identificar obstruções antes que um evento agudo aconteça.
Casos de morte súbita reforçam a necessidade de acompanhamento médico regular, mesmo na ausência de sintomas evidentes. O principal alerta é claro: aparência saudável não substitui investigação clínica. O corpo pode emitir sinais discretos, e a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir riscos cardiovasculares.


.



