Candidato ao Senado atribuiu ao governo federal os indicadores de emprego divulgados pelo IBGE e criticou proposta econômica que associa ao presidente argentino Javier Milei

O candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, afirmou nesta terça-feira (29), em Salvador, que a eleição representa uma escolha entre a continuidade das políticas econômicas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o modelo econômico que, segundo ele, é defendido pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante agenda ao lado de Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner.
Durante o ato, Rui Costa relacionou o desempenho recente do mercado de trabalho aos resultados da gestão federal. O candidato citou os dados divulgados pelo IBGE, que apontam taxa de desemprego de 5,3% no trimestre encerrado em agosto, a menor para esse período desde o início da série histórica, em 2012, além do recorde de 103,5 milhões de pessoas ocupadas.
“É preciso perguntar qual modelo queremos para o Brasil. Enquanto a oposição apresenta Milei como referência, o governo Lula está mostrando que é possível crescer, gerar emprego, aumentar a renda e investir no país”, afirmou Rui Costa.
Ao comparar os cenários, o candidato mencionou indicadores econômicos da Argentina, afirmando que o país registra aumento do desemprego, retração da atividade industrial e redução do número de empresas e empregos formais.
Rui Costa também defendeu que a avaliação de uma política econômica deve considerar diferentes indicadores.
“Combater a inflação é fundamental, mas uma política econômica precisa ser avaliada pelo conjunto. Precisamos olhar emprego, renda, indústria, crescimento e investimento. O Brasil tem resultados concretos que mostram que é possível combinar responsabilidade econômica com desenvolvimento e inclusão social”, declarou.
Mais cedo, durante encontro com representantes de sindicatos, o candidato relembrou o período posterior ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e afirmou que o país enfrentou dificuldades econômicas nos governos seguintes.
Ao final da agenda, Rui Costa voltou a defender a continuidade das políticas públicas do governo federal.
“O governo Lula recuperou políticas públicas, voltou a investir e colocou o emprego e a renda no centro da agenda econômica. Esse é o caminho que precisamos aprofundar, em vez de copiar modelos de outros países”, concluiu.



