Idealizador do Simulador Oficial da Reforma, tributarista chama atenção para os riscos da dupla burocracia até 2033
Embora a Reforma Tributária traga a promessa de simplificação e eficiência no sistema fiscal brasileiro, a realidade no curto e médio prazo será marcada por uma transição complexa, que exigirá estratégia e preparação das empresas. É o que alerta o tributarista Plínio Reis, fundador da bart Gestão Tributária e idealizador do Simulador Oficial da Reforma Tributária, ferramenta criada para ajudar empresas a entenderem os impactos da mudança e traçarem rotas mais inteligentes de adaptação.
Segundo dados da PwC, o Brasil continua liderando o ranking global de tempo gasto com obrigações tributárias, com 2.600 horas por ano apenas para manter a conformidade fiscal. Esse cenário se agrava diante da chamada dupla burocracia que surgirá com a convivência simultânea, entre 2026 e 2033, dos dois modelos de tributação: o atual e o novo sistema baseado no IVA, composto por CBS e IBS.
Para Plínio Reis, a transição pode aumentar a complexidade, os custos e os riscos operacionais. “Muitas empresas ainda não entenderam que a carga tributária pode, inclusive, crescer para determinados setores. Não é só uma mudança de nomes de impostos, mas de estrutura, cálculos e estratégia”, reforça. Em meio às pressões como o tarifaço e à dificuldade histórica do ambiente de negócios, ele defende que o acesso à informação confiável será o principal ativo das empresas nos próximos anos.
O Simulador desenvolvido por sua equipe permite comparar os custos atuais com os futuros, antecipar riscos e planejar com clareza. “Estar preparado não será mais uma vantagem, será questão de sobrevivência”, conclui Plínio.



