Especialista Plínio Reis alerta que transição exigirá planejamento estratégico e apresenta simulador para antecipar impactos
Com a proximidade da transição tributária que começa em 2026, empresas brasileiras se preparam para enfrentar um cenário de ainda mais complexidade. Além da já elevada carga tributária e do “tarifaço” em curso, os próximos anos trarão uma convivência entre dois sistemas tributários, o atual e o novo modelo proposto pela Reforma. O tributarista Plínio Reis, fundador da bart Gestão Tributária, alerta que a sobreposição de obrigações pode comprometer a competitividade das empresas, especialmente as que não se anteciparem com planejamento.
O Brasil lidera o ranking global de tempo gasto com obrigações fiscais: são 2.600 horas por ano, segundo levantamento da PwC. A nova reforma propõe um modelo simplificado, com a introdução do IVA, mas esse cenário só deve se concretizar a longo prazo. “A simplificação vem, mas depois. No curto e médio prazo, a complexidade aumenta”, reforça Reis. Diante desse cenário, ele lançou o Simulador Oficial da Reforma Tributária, ferramenta que projeta cenários e compara os regimes atuais e futuros, ajudando empresas a entender riscos e se preparar com clareza.
Para Plínio, informação estratégica será o ativo mais valioso nesse momento. “A partir de 2026, quem não se planejar vai perder espaço no mercado”, alerta. O simulador foi desenvolvido para profissionais de contabilidade, gestores e empresas que não querem ser surpreendidos pela nova realidade fiscal do país.



