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Projeto baiano de contação de história estreia buscando incentivar a valorização da ancestralidade brasileira

Ponto.Con.to apresentará vídeos de poemas autorais, lendas e contos afro-ameríndios.

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Fotos: Núcleo Ponto Conto 

Diz o dito popular que “Quem conta um conto, aumenta um ponto”, certo? Então, com o intuito de incentivar a leitura e valorizar a herança ancestral através da contação de histórias, o projeto Ponto.Con.to entra em cena virtualmente – por conta do cenário da Covid-19 -, de 30 de outubro a 27 de novembro, no Instagram @nucleopontoconto e no canal Núcleo Ponto Conto do YouTube. Durante um mês, quatro vídeos por semana de lendas, contos e poemas, que tragam a matriz afro ameríndia para o centro do debate, serão liberados nas plataformas, além de oferecer uma oficina de contação de histórias, ministrada pelo grupo. O acesso é gratuito e o material contará com tradução para libras.  

Protagonizados e roteirizados pelos contadores Brenda Mariana, Clay Sabino, Débora Albuquerque, Maurício Pedrosa e Michele Lima, as histórias buscam ir além do preconceito que invisibiliza na nossa sociedade, há décadas, as nossas matrizes. Para isso, encenações sobre o Mito da Criação, tanto africana como ameríndia e das lendas do Tucano e do Tambor Africano, por exemplo, serão apresentadas de forma lúdica.

“Nossa intenção é incentivar o hábito da leitura e demonstrar a riqueza contida na cultura brasileira, reutilizando e ressignificando elementos geralmente desprezados, unindo arte e sustentabilidade”, explica Débora Albuquerque, uma das contadoras e produtora do projeto. A artista, inclusive, já tem uma história preferida: “A Galinha D’Angola”. “É uma lenda emocionante, que fala de persistência, de não desistirmos das coisas por conta de um obstáculo ao mesmo tempo que traz a beleza da ave vinda da África”, vibra.

Foto: Divulgação

Das 15 obras escolhidas para o Ponto.Con.to, três são poemas autorais escritos e contados por Brenda Mariana. São eles: “Deságue”, “Diversidade” e “Descanso”. “Meus poemas foram feitos inspirados no cunho social do nosso projeto ao falar da realidade de muitas pessoas nordestinas. Em ‘Deságue’, por exemplo, pensei na população negra que sofre uma pressão social e psicológica muito grande. Diariamente vemos notícias de pessoas negras morrendo, fora o racismo estrutural. Sendo assim, incentivo que as pessoas deságuem para além de toda essa pressão. Porque o choro, muitas vezes, é visto como sinal de fraqueza, mas não é. É necessário para que a gente possa aliviar toda essa carga”, detalha.

Contemplado no edital 01/2020 – Premiação Aldir Blanc Bahia/Prêmio FUNDAÇÃO PEDRO CALMON, grande parte da equipe de Ponto.Con.to é oriunda do projeto de extensão Dom Quixote: Biblioteca Andante, da Universidade Federal da Bahia. Tal ação promove a multiplicação de leitores, compreendendo que o acesso à leitura e o aprimoramento da comunicação auxiliam na integração social e no rompimento da histórica segregação do conhecimento.

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Fabio Almeida

Tenho 38 anos, nascido em Salvador/Ba, um soteropolitano nato. Jornalista de profissão sigo o compromisso e responsabilidade com a verdade e apuração dos fatos.

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