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Saúde

Mesmo após a vacinação, cuidados com idosos na pandemia devem permanecer

– Foto: Daniel Castellano / SMCS

Pesquisadores do Comitê de Saúde da Pessoa Idosa da Fiocruz defendem que a vacinação contra a Covid-19 deve ser prioritária para pessoas idosas com limitações funcionais e seus cuidadores. Para especialistas, a pandemia evidenciou a importância do cuidador na rotina dos idosos, especialmente, nos momentos em que é necessário auxiliá-los em atividades cotidianas. Pessoas com idade avançada encontram dificuldade muitas vezes em garantir a própria higiene além de precisarem ser incentivadas a realizarem atividades motoras e intelectivas.
 
A imunização com a primeira dose da vacina contra a Covid-19 neste momento é direcionada a idosos por fazerem parte do grupo prioritário. Mesmo com a vacina disponibilizada a essa parcela da população, autoridades de saúde do país alertam para que os protocolos de prevenção contra a disseminação do vírus sejam mantidos e o cuidador tem o papel de garantir esses cuidados no dia a dia dos idosos.
 
Angelina Oliveira, especialista em Saúde Pública e diretora da Padrão Enfermagem Salvador, enfatiza que não é hora de se descuidar. “É importante ressaltar que, mesmo após tomar a primeira dose da vacina, os cuidados de proteção e prevenção contra o vírus devem permanecer”. A especialista ainda explica que a resposta imunológica ao vírus ocorre dentro de algumas semanas após a primeira dose da vacina, sendo necessária uma segunda injeção após 14 dias a depender do imunizante.
 
Embora haja determinadas particularidades a depender da vacina, o mecanismo geral de funcionamento de um imunizante costuma ser sempre o mesmo. É introduzido no corpo um antígeno que produz uma resposta imunológica para que o organismo humano esteja preparado para enfrentar uma possível infecção no futuro. A pessoa vacinada, portanto, só estará realmente protegida depois de algumas semanas, explicam cientistas.
 
O comitê da Fiocruz ainda defende que idosos com limitação da capacidade funcional sejam considerados prioridade independentemente de sua faixa etária e destaca a necessidade da vacina para os cuidadores de idosos que atuam nos domicílios.
 
De acordo com a nota emitida pela Fiocruz, no Brasil, existem 5,2 milhões de idosos que necessitam de ajuda para as suas atividades da vida diária. Em pelo menos 80% dos casos, o cuidado é prestado por algum familiar e, em 20%, o cuidado é prestado por uma cuidadora. Estima-se, portanto, que cerca de 4,2 milhões de familiares cuidam de idosos e 1 milhão de cuidadores sejam contratados ou remunerados.
 
A nota destaca ainda que a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013) identificou que 6,8% dos idosos possuía algum tipo de limitação para a realização das atividades básicas da vida diária e 17,3% para as atividades instrumentais da vida diária.
 
Em 2020, a Convid Pesquisa de Comportamentos, feita no contexto da pandemia, mostrou que em 8% dos domicílios brasileiros havia pelo menos um idoso que necessitava de ajuda para as suas atividades da vida diária. O inquérito Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI Brasil), realizada entre 2019 e 2020, mostrou níveis similares à PNS: 16,6% dos idosos têm comprometimentos de saúde ou limitações a tal ponto que necessitam de ajuda para realizar as atividades básicas ou instrumentais da vida diária.
 
No Brasil, existe uma demanda crescente por cuidadores associada ao envelhecimento da população. O documento divulgado pela Fiocruz trouxe dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, a qual apontava que cerca de 24% dos idosos possuía alguma incapacidade funcional. Muitas vezes, os familiares têm dificuldade em lidar ou até mesmo de entender o processo de envelhecimento e precisam buscar ajuda profissional de um cuidador. “Essa necessidade cresce a cada dia e é identificada em milhares de lares brasileiros que possuem idosos que precisam de cuidados adequados”, adverte Angelina Oliveira.
 

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Jacson Gonçalves

Tenho 25 anos sou natural de Salvador, Bahia. Sou cadeirante, jornalista, Blogueiro e Digital influencer. Ser jornalista é também contribuir com o exercício da profissão e ter na veia a responsabilidade social de levar informação e entretenimento.

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