Evento reúne participantes de seis países e promove rodas de capoeira, oficinas, debates e atividades culturais entre os dias 12 e 23 de agosto
A Associação Sociocultural e de Capoeira, Bloco Carnavalesco Afro Mangangá celebra 25 anos de atuação com a realização do Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional, que acontece entre os dias 12 e 23 de agosto, em Salvador e na Região Metropolitana. Com o tema “Capoeira Mangangá, há 25 anos fazendo história”, a programação reunirá praticantes e admiradores da capoeira do Brasil e de países como Itália, Moçambique, Estados Unidos, Argentina, Bélgica e Austrália.
Ao longo de 12 dias, o projeto promoverá uma série de atividades voltadas ao fortalecimento da cultura afro-brasileira, da promoção da igualdade racial e do turismo cultural na Bahia, além de incentivar o intercâmbio entre diferentes tradições da capoeira.
“O tema objetiva promover a capoeira como transmissora das manifestações étnicas culturais e das formas tradicionais de aprendizado, por meio do elemento da oralidade, que se encarrega, ao longo dos anos, de perpetuar a cultura e a ancestralidade histórica social do país”, destaca Tonho Matéria, dirigente da Mangangá.
A programação será dividida em cinco etapas e inclui rodas de capoeira para adultos e crianças, oficinas de musicalidade, dança afro, maculelê, samba de roda, puxada de rede, percussão, movimentos acrobáticos, berimbalada, além de batizados, trocas de graduação e formaturas.
Uma das novidades desta edição será um debate sobre violência contra a mulher e feminicídio, tema que será discutido por homens e mulheres capoeiristas. Segundo Tonho Matéria, a iniciativa reforça o papel social da capoeira na construção de políticas públicas e na promoção da inclusão.
“O Intercâmbio discute a capoeira como ferramenta de inclusão, a criação de políticas públicas voltadas para a prática da capoeira e o papel social do movimento capoeirista. Considerando que cerca de 60% do público capoeirista é formado por mulheres, iremos abordar a violência contra a mulher nesta edição”, afirma.
As atividades serão realizadas em diversos bairros de Salvador, como Pau Miúdo, Sete de Abril, Jardim Nova Esperança, Lagoa do Abaeté, Farol da Barra, Pernambués, Castelo Branco, Cassange, IAPI, Tancredo Neves e Cabula, além de Simões Filho, na Região Metropolitana. Todos os espaços contarão com acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
O projeto foi contemplado pelos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, executados na Bahia pela Secretaria de Cultura do Estado.



