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Instituto Mandarina recicla uma tonelada de resíduos em processo criativo de bolsas artesanais

O processo de transformação de lonas utilizadas no Carnaval em bolsas artesanais pode ser conferido em exposição interativa no Fórum ESG Salvador a partir desta quarta (22)

Com um projeto inédito que abraça o empreendedorismo, o artesanato baiano e a economia circular, o Instituto Mandarina vai apresentar uma exposição interativa no Fórum ESG Salvador, que vai acontecer nesta quarta (22) e quinta (23), no Porto Salvador, no Comércio. Motivada pela doação de mais de uma tonelada de resíduos de rua – lonas utilizadas em eventos da cidade em 2024, principalmente do Carnaval – pela Prefeitura de Salvador, através da Saltur, a entidade, que apoia projetos de geração de renda na Bahia, direcionados a impulsionar o empreendedorismo, promover a diversidade cultural, sustentabilidade e inovação, criou um grupo de produção de bolsas artesanais, utilizando estas lonas como matéria-prima, em um processo de reciclagem criativa, em parceria com a Fábrica Cultural.

Agora, o processo de produção que resulta em uma coleção inédita de 100 bolsas autorais, com 10 modelos, pode ser conferido gratuitamente pelos visitantes no Fórum ESG. De acordo com Neila Larangeira, fundadora e presidente do Instituto Mandarina, além de reciclar mais de uma tonelada de resíduos, através do processo de upcycling (prática que consiste em dar um novo propósito a materiais que seriam descartados), o projeto beneficiará 30 mulheres artesãs.

“As peças são tramadas com trabalhos autorais artesanais aplicados a estas lonas, por mulheres das comunidades da Península de Itapagipe, acompanhadas por mentorias conduzidas por empreendedores especialistas, que compartilham suas experiências e conhecimentos com aquelas que estão iniciando seus negócios. É um trabalho colaborativo que envolve muitas mãos”, conta a presidente.

Com a identidade do slogan do Carnaval 2024 de Salvador: “Salvador, Capital Afro”, as bolsas serão posteriormente comercializadas, sempre levando a marca e as histórias destas mulheres artesãs da comunidade. “Desta forma, elas têm acesso à formação em empreendedorismo e sustentabilidade, criando produtos que geram renda e oportunidades, “girando” a essência da economia circular, importante para os negócios atuais, ao repensar o modelo tradicional de consumo, principalmente da moda. Quando entram no mercado, levam a visibilidade dessas produções artesanais, fundamentadas em sustentabilidade, reforçando as tendências de consumo com propósito”, destaca Neila.

Ao contribuir para a reutilização e reciclagem de recursos de forma inovadora, a ideia do projeto é reduzir o desperdício e o impacto ambiental, ao mesmo tempo em que promove a formação de pessoas para o mercado e a geração de trabalho e renda. “Ações como esta podem ser apoiadas por empresas que tenham materiais a descartar e que sejam passíveis de reaproveitamento, sendo relevantes em suas agendas ESG, uma vez que dizem respeito aos pilares social e ambiental”, indica Neila.

INSTITUTO MANDARINA:
O Instituto Mandarina é uma entidade que tem por objeto social apoiar, fomentar e promover a geração de renda e o empreendedorismo, visando a inclusão social e o combate às desigualdades, com foco no estado da Bahia. Em pouco tempo de atuação, o Mandarina já apoiou mais de 200 empreendedores.

Crédito das fotos: Mandarina/Divulgação

Jacson Gonçalves

Tenho 25 anos sou natural de Salvador, Bahia. Sou cadeirante, jornalista, Blogueiro e Digital influencer. Ser jornalista é também contribuir com o exercício da profissão e ter na veia a responsabilidade social de levar informação e entretenimento.

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