Durante o Outubro Rosa, a campanha de conscientização sobre o câncer de mama ganha uma nova perspectiva com o alerta de especialistas sobre os riscos de perda auditiva em pacientes oncológicos. A fonoaudióloga Carolina Pamponet, especialista em audiologia clínica e ocupacional, explica que certos protocolos de quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo utilizam medicamentos ototóxicos, capazes de afetar as estruturas do ouvido interno e provocar alterações auditivas.
Segundo Carolina, o acompanhamento fonoaudiológico é essencial desde o início do tratamento. “A audição, muitas vezes esquecida nesse processo, também merece atenção. Detectar precocemente alterações auditivas pode evitar perdas permanentes e melhorar a qualidade de vida do paciente”, afirma a especialista, que atua há mais de 20 anos no tratamento da voz falada e cantada, além da preparação vocal de artistas.
A profissional, que dirige a Fonoclin em Feira de Santana e integra o Núcleo de Atendimento em Distúrbios da Voz e Comunicação Humana da Otorrino Center, em Salvador, reforça que sintomas como zumbido, sensação de ouvido tampado e dificuldade para compreender conversas podem indicar alterações auditivas. Ela ressalta que o fonoaudiólogo atua desde a prevenção até a reabilitação auditiva, garantindo um cuidado mais amplo e humanizado.
A Fonoaudiologia Oncológica é uma área em crescimento, que aborda a comunicação, a deglutição, a voz e a audição de pacientes em tratamento. O monitoramento contínuo ajuda a identificar precocemente danos auditivos e aplicar intervenções específicas, preservando a autonomia e o bem-estar dos pacientes.
Além disso, Carolina destaca que o acompanhamento fonoaudiológico também auxilia na recuperação de funções prejudicadas por cirurgias e radioterapia na região da cabeça e pescoço. “Cuidar da audição é parte do cuidado integral à saúde. O objetivo da Fonoaudiologia é sempre devolver conforto, funcionalidade e qualidade de vida a quem está passando por um momento tão delicado”, conclui.



