Festival encerra primeira edição com impacto econômico, valorização cultural e avanços em políticas públicas para artesãos indígenas
O Festival do Artesanato Baiano Indígena e da Economia Solidária (FABI) encerrou sua primeira edição consolidando-se como uma iniciativa de impacto social e econômico no Extremo Sul da Bahia. Realizado entre os dias 6 e 8 de fevereiro, em Coroa Vermelha, distrito de Santa Cruz Cabrália, o evento reuniu mais de 20 mil visitantes e promoveu a circulação de renda entre cerca de 180 expositores indígenas e da economia solidária.

Reconhecida como a maior aldeia urbana do Brasil, Coroa Vermelha recebeu representantes de mais de 20 etnias, que apresentaram saberes ancestrais, técnicas artesanais e expressões culturais em uma programação que integrou feira, desfiles, apresentações musicais e atividades formativas. O festival colocou em evidência o artesanato como instrumento de identidade, autonomia econômica e preservação cultural dos povos originários.

Entre os resultados concretos do evento, está a entrega de 126 Carteiras Nacionais de Artesão, documento que garante acesso a políticas públicas, editais e feiras de comercialização. Artesãs e artesãos também receberam certificação após participação em cursos de qualificação voltados à precificação, vitrinismo e estratégias de venda, fortalecendo a inclusão produtiva e a geração de renda nos territórios indígenas.

O FABI também marcou a inauguração do Centro de Referência do Artesanato da Bahia, espaço voltado ao atendimento, qualificação e valorização do trabalho artesanal indígena. O equipamento funcionará como ponto de apoio institucional, sem caráter comercial, oferecendo serviços como renovação da carteira profissional, formação continuada e ações de difusão cultural.
Realizado pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Coordenação de Fomento ao Artesanato, o festival reforça uma política pública voltada à economia solidária, à inclusão social e ao reconhecimento dos povos indígenas como protagonistas do desenvolvimento cultural e econômico do estado.




