Projeto da Rede Quase Nativa promove capacitação, cultura e experiências imersivas no Marajó, Algodoal e Belém, de olho na COP30
Com a proximidade da COP30 em Belém, iniciativas como a “Expedição Amazônia Paraense” ganham ainda mais relevância ao posicionar o turismo de base comunitária como estratégia de desenvolvimento sustentável. Realizado pela Rede Quase Nativa com patrocínio da Aipê e apoio da ONG SER, o projeto atua diretamente em comunidades do Marajó, Algodoal e da capital paraense, promovendo oficinas, mentorias e estruturação de roteiros turísticos que valorizam a cultura local, geram renda e protegem o meio ambiente.
A proposta une tradição, natureza e inovação, com experiências que vão da cerâmica marajoara ao carimbó, passando por trilhas ecológicas e vivências do ciclo do açaí. Para isso, o projeto oferta 26 oficinas presenciais, curso online de inglês e estrutura turística como coletes, caiaques e material audiovisual. “A ideia é construir roteiros autênticos e sustentáveis, baseados no conhecimento local e que gerem trabalho e renda para as comunidades”, explica Manoela Ramos, coordenadora do projeto.
Além do impacto imediato, a Expedição Amazônia Paraense visa criar um legado duradouro. Os roteiros serão comercializados por meio da própria Rede Quase Nativa e por lideranças comunitárias, fortalecendo a autonomia dos territórios. A articulação com organizações como Guia Negro-SP, Instituto Anotai-AP e coletivos locais consolida uma rede de turismo regenerativo, com foco na dignidade, na cultura e na preservação da floresta.



