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Economia

Economista explica qual será a tendência do consumo na retomada econômica

Desde o seu início, a pandemia de Covid-19 modificou diversos hábitos do dia-a-dia, entre eles o de consumo. O ritual de separar um dia para ir às compras, passar horas olhando vitrines, pesquisando preço e escolhendo os produtos foi substituído por alguns cliques no mouse – ou na tela do celular – e a mercadoria sendo recebida diretamente em casa. Moisés Conde, economista e professor dos cursos de Economia e Relações Internacionais da UNIFACS, detalha quais são as tendências para o consumo daqui para a frente.  

De acordo com Conde, houve dois tipos principais de impactos trazidos pela pandemia: de um lado, parte da população que perdeu sua renda – devido a desemprego e fechamento do comércio – e outra que não foi tão afetada. “Quem perdeu sua fonte de renda deixou de consumir uma série de produtos considerados supérfluos e restringiu seu consumo para o básico”, explica. 

Já a população que não teve sua renda afetada, “está fazendo uma ‘poupança forçada’, deixando de adquirir uma série de produtos que consumiam anteriormente, como viagens, restaurantes e outros serviços que hoje estão parados. Após a pandemia e reabertura do comércio, devem voltar a gastar com os itens ou serviços dos quais foram privados na pandemia”, afirma. 

Em sua análise, mesmo após a vacina, ainda vai demorar para que boa parte da população recupere seu poder aquisitivo e que a demanda por itens mais básicos permaneça por algum tempo.  

Comércio Digital 

Ele acredita que a pandemia acelerou exponencialmente um processo de crescimento de lojas e sites. “As lojas grandes, assim como as pequenas, tiveram a necessidade de desenvolver o comércio virtual. É toda uma nova dinâmica”, afirma. “Temos um grande exemplo hoje no Brasil, que é a Magazine Luiza. Ela se tornou um grande mercado, disponibilizando sua plataforma para outras lojas comercializarem seus produtos. Isso é um caminho sem volta”, pontua Conde. 

Já para conquistar o consumidor nesse novo cenário, ele declara ser imprescindível para qualquer negócio a presença nas redes sociais e nos meios digitais. “São necessárias novas estratégias de propaganda para atender um público que está mais voltado para compra online. Até porque a compra online tem uma diferença da compra física, que é a questão do próprio contato com a mercadoria”, afirma. 

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Jacson Gonçalves

Tenho 25 anos sou natural de Salvador, Bahia. Sou cadeirante, jornalista, Blogueiro e Digital influencer. Ser jornalista é também contribuir com o exercício da profissão e ter na veia a responsabilidade social de levar informação e entretenimento.

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