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Doação de órgãos informação e diálogo com a família podem salvar vidas e transformar histórias

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No Dia Nacional da Doação de Órgãos, especialista destaca que a autorização familiar é indispensável e reforça a importância de conversar sobre o tema em vida.

 

Imagem: Magnific

No Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado em 27 de setembro, especialistas reforçam que conversar com a família sobre o desejo de ser doador é uma das atitudes mais importantes para salvar vidas. No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende obrigatoriamente da autorização dos familiares, mesmo quando a pessoa já tenha manifestado em vida sua vontade de doar.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2025 foram realizados 9.938 transplantes de órgãos sólidos no país. A taxa de doadores efetivos alcançou 20,2 por milhão de habitantes. Entre os órgãos que podem ser transplantados estão rins, fígado, coração, pulmões e pâncreas, além de tecidos como córneas, pele, ossos e tendões.

Segundo Cláudia Velasco, diretora médica da Clínica SiM, a doação segue um rigoroso protocolo médico e legal.

“O primeiro passo é entender que a doação não acontece de forma automática. Existe todo um protocolo para confirmar a morte encefálica, avaliar as condições clínicas do possível doador e, principalmente, conversar com a família. Por isso, falar sobre o assunto em vida é tão importante”, explica.

Após a confirmação da morte encefálica, equipes hospitalares, em conjunto com as Organizações de Procura de Órgãos e as Centrais Estaduais de Transplantes, realizam a avaliação clínica, a captação e o encaminhamento dos órgãos. Em casos de parada cardiorrespiratória, determinados tecidos também podem ser doados.

A idade, por si só, não impede a doação. O que determina a possibilidade é a condição clínica do doador e a viabilidade dos órgãos e tecidos, considerando fatores como causa da morte e presença de doenças infecciosas ativas.

Também existem possibilidades de doação em vida, como a doação de um dos rins e de parte do fígado ou do pulmão, desde que sejam atendidos os critérios médicos e legais previstos na legislação.

A definição de quem receberá os órgãos é feita pelo Sistema Nacional de Transplantes, que utiliza uma lista única baseada em critérios técnicos, como compatibilidade sanguínea, urgência do caso, tempo de espera e, quando necessário, compatibilidade genética e características físicas.

“É importante deixar claro que não existe privilégio ou escolha pessoal de quem vai receber o órgão. Há critérios técnicos e uma estrutura organizada para garantir que o transplante seja destinado ao paciente compatível dentro das regras do sistema. Isso traz segurança e transparência para todo o processo”, ressalta Cláudia Velasco.

Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), a Região Nordeste registrou taxa de 16,7 doadores efetivos por milhão de habitantes em 2025. No mesmo período, o Brasil alcançou 20,3 doadores efetivos por milhão de habitantes e realizou mais de 9,9 mil transplantes de órgãos sólidos.

Para a especialista, a conscientização continua sendo essencial.

“Quando uma família autoriza a doação, em meio a um momento de dor, ela possibilita que outras pessoas tenham uma nova oportunidade. Por isso, falar sobre doação de órgãos é também falar sobre solidariedade, informação e esperança”, conclui.

 

 

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