Fundadora do Closet Sustentável transformou paixão pela moda em negócio voltado ao consumo consciente e à autoestima feminina

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a história da empreendedora Juliana Rezende chama atenção em Salvador. Fundadora do Closet Sustentável, ela transformou uma paixão de infância pela moda em um negócio que une consumo consciente, estilo e fortalecimento da autoestima feminina.
O interesse pelo universo fashion começou ainda criança, quando Juliana observava o closet organizado por cores de sua avó e se encantava com as roupas da família. As referências ajudaram a desenvolver seu olhar estético e o apreço por organização, cores e combinações.
Formada em Jornalismo, ela decidiu mudar de rumo profissional após experiências no setor de moda e vendas digitais durante a pandemia. Com um investimento inicial de cerca de R$ 10 mil no cartão de crédito, Juliana iniciou o negócio praticamente do zero, aprendendo a garimpar peças, organizar o espaço e construir sua própria clientela.
Moda com propósito
Ao longo da trajetória, a empreendedora enfrentou questionamentos e desafios, inclusive o preconceito em torno da venda de roupas de segunda mão. Ainda assim, persistiu na proposta de transformar o brechó em um espaço de conscientização sobre moda e consumo.
Hoje, o Closet Sustentável já atendeu mais de 600 mulheres e oferece curadoria de peças, consultoria de estilo e coloração pessoal, incentivando uma relação mais consciente com o guarda-roupa.
Inspirada por leituras como o livro Com Que Roupa?, Juliana também orienta clientes sobre reaproveitamento de roupas e valorização de peças que muitas vezes ficam esquecidas no armário.
“Isso aqui é tudo meu. Essas paredes, tudo isso eu conquistei vendendo roupa usada”, afirma a empreendedora, ao falar sobre a construção do negócio.
Consumo consciente e autoestima
Mais do que vender roupas, o espaço se tornou um ambiente de acolhimento e transformação para muitas clientes. A proposta é mostrar que a moda pode ser uma ferramenta de expressão pessoal, autoestima e sustentabilidade.
Em um cenário em que o empreendedorismo feminino cresce no país, histórias como a de Juliana reforçam como criatividade, coragem e propósito podem transformar desafios em oportunidades.



