Movimento reflete mudança de comportamento e prioriza identidade em vez de padrões estéticos

A busca por traços extremamente marcados e volumes acentuados vem perdendo força nos consultórios. A chamada “face padrão”, que dominou as redes sociais nos últimos anos, dá lugar a uma estética mais equilibrada, que valoriza características individuais. Nesse cenário, a desarmonização facial passa a ser uma alternativa para quem deseja reverter excessos e recuperar naturalidade.
Personalidades como Scheila Carvalho, Gkay, Gracyanne Barbosa, Eliezer e a atriz norte-americana Courteney Cox já falaram publicamente sobre a decisão de reduzir intervenções anteriores. Os casos ajudaram a ampliar o debate sobre limites estéticos e identidade, especialmente em um contexto de forte exposição digital.
De acordo com a Dra. Elisa Marchesini, há uma mudança clara no comportamento dos pacientes. “Ainda existem pessoas que desejam resultados mais marcantes, mas a tendência dominante é de harmonizações com aspecto natural. As pessoas querem se sentir bonitas sem perder a própria identidade ou correr o risco de ficar com a mesma aparência que todo mundo”, afirma.
Segundo a especialista, quando há excesso de preenchimento com ácido hialurônico, é possível utilizar a hialuronidase, enzima capaz de degradar a substância e acelerar sua reabsorção pelo organismo. O procedimento é feito em consultório, após avaliação clínica, e pode exigir mais de uma sessão, dependendo do volume aplicado anteriormente e do tempo decorrido.
A desarmonização não significa rejeição aos procedimentos estéticos, mas sim um ajuste de rota. O foco passa a ser proporção, equilíbrio e segurança, reforçando a importância de acompanhamento profissional e decisões conscientes no cuidado com a imagem e a saúde.



