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Cinema perde força como ritual coletivo e levanta debate sobre novas formas de consumir cultura

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Comportamento do público, avanço do streaming e mudanças na convivência social ajudam a explicar por que ir ao cinema já não é experiência tão comum quanto antes

Durante décadas, ir ao cinema foi muito mais do que assistir a um filme. Escolher a sessão, sair de casa, comprar ingresso e aguardar as luzes da sala se apagarem fazia parte de um ritual cultural compartilhado por milhões de pessoas. A experiência coletiva ajudou a consolidar o cinema como um dos principais programas de lazer no mundo.
Nos últimos anos, porém, esse hábito vem passando por transformações. Mesmo grandes produções de Hollywood, com orçamentos milionários e campanhas globais de divulgação, já não conseguem garantir automaticamente o sucesso de bilheteria. O setor continua movimentando cifras expressivas, mas encontra mais dificuldade para atrair público de forma consistente.
Parte dessa mudança está ligada ao comportamento do consumidor. O custo de uma ida ao cinema, que muitas vezes inclui ingresso, pipoca e bebidas, tem feito muitas pessoas reconsiderarem o passeio. Com a popularização das plataformas de streaming, o público passou a ter acesso rápido a lançamentos e conteúdos variados sem precisar sair de casa.
Outro fator apontado por especialistas é a mudança na relação das pessoas com o tempo e com a convivência coletiva. A possibilidade de pausar o filme, assistir no conforto do sofá e evitar interrupções externas tem se tornado cada vez mais atrativa para muitos espectadores. Além disso, comportamentos como uso constante de celulares, conversas durante a sessão e circulação frequente dentro das salas acabam afetando a experiência coletiva.
Para o comunicador Carlos Augusto Rodrigues, que analisa cultura e comportamento contemporâneo, a transformação vai além do mercado audiovisual. “Mais do que a força do streaming ou a falta de bons filmes, o que está mudando é a maneira como as pessoas querem viver histórias e experiências culturais”, observa. Segundo ele, o cinema exige tempo, deslocamento e atenção, elementos que hoje disputam espaço com rotinas cada vez mais aceleradas.

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