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Câncer de intestino cresce entre adultos com menos de 50 anos e acende alerta

Coloproctologista Glicia Abreu orienta sobre os sintomas do câncer de intestino em adultos jovens e a importância do diagnóstico precoce.
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Estudo internacional aponta aumento de casos em pessoas jovens; coloproctologista Glicia Abreu explica os sintomas e a importância do diagnóstico precoce

Coloproctologista Glicia Abreu orienta sobre os sintomas do câncer de intestino em adultos jovens e a importância do diagnóstico precoce.
Foto divulgação

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, tem apresentado aumento de casos entre adultos com menos de 50 anos em diferentes países. Embora a doença seja mais frequente em pessoas acima dessa faixa etária, pesquisas internacionais identificam uma mudança no perfil dos pacientes, reforçando a importância de reconhecer sintomas e buscar avaliação médica mesmo na juventude.

Um estudo publicado em 2025 na revista científica *The Lancet Oncology*, com dados de 50 países e territórios, identificou crescimento da incidência de câncer colorretal entre pessoas de 25 a 49 anos em 27 localidades analisadas.

Segundo a coloproctologista Glicia Abreu, a atenção aos primeiros sinais é fundamental para evitar que a doença seja descoberta em estágios avançados.

Sangue nas fezes e alterações intestinais são sinais de alerta

O câncer colorretal afeta o cólon e o reto, estruturas que fazem parte do intestino grosso. Em muitos casos, a doença pode se desenvolver a partir de pequenas lesões chamadas pólipos, que podem sofrer alterações ao longo dos anos.

Entre os principais sintomas estão sangue nas fezes, mudanças persistentes no funcionamento intestinal, dores abdominais, anemia sem causa esclarecida e perda de peso involuntária.

Alterações como diarreia ou prisão de ventre que persistem por um período prolongado também merecem atenção, especialmente quando representam uma mudança em relação ao funcionamento habitual do intestino.

Embora esses sinais possam estar associados a condições benignas, como hemorroidas e outros problemas digestivos, não devem ser ignorados.

A orientação é procurar avaliação médica quando os sintomas persistirem, independentemente da idade do paciente.

Hábitos de vida podem influenciar o risco da doença

As razões para o aumento do câncer colorretal entre adultos jovens ainda estão sendo investigadas pela comunidade científica.

Entretanto, estudos apontam associações entre o desenvolvimento da doença e fatores como excesso de peso, sedentarismo, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

A adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para reduzir o risco. Entre as medidas recomendadas estão manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso corporal e limitar o consumo de álcool.

Apesar disso, a doença também pode atingir pessoas jovens que não apresentam fatores de risco conhecidos, o que reforça a necessidade de atenção aos sintomas.

Colonoscopia ajuda a identificar alterações precocemente

A colonoscopia é um dos principais exames utilizados na investigação do câncer colorretal. O procedimento permite visualizar o interior do intestino grosso, identificar alterações e retirar determinados pólipos antes que evoluam para lesões malignas.

Nos Estados Unidos, as recomendações de rastreamento para pessoas com risco habitual incluem o início dos exames aos 45 anos.

No Brasil, a definição da idade e da estratégia de rastreamento deve considerar as recomendações aplicáveis, o histórico familiar e a avaliação individual de cada paciente.

Pessoas com familiares que tiveram câncer colorretal ou com condições hereditárias associadas à doença podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo.

Sintomas devem ser investigados mesmo em pessoas jovens

A coloproctologista Glicia Abreu destaca uma diferença importante entre rastreamento e investigação diagnóstica.

O rastreamento é realizado em pessoas sem sintomas, com o objetivo de identificar alterações antes do aparecimento de manifestações clínicas. Já a investigação diagnóstica é indicada quando existem sinais suspeitos, independentemente da idade.

Isso significa que adultos jovens com sangue nas fezes, anemia inexplicada, perda de peso involuntária ou alterações intestinais persistentes não devem esperar atingir a idade habitual de rastreamento para procurar atendimento.

Conhecer o próprio funcionamento intestinal, informar ao médico sobre casos de câncer na família e manter acompanhamento adequado são atitudes importantes para identificar possíveis alterações.

O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento e pode contribuir para melhores resultados, tornando a informação uma ferramenta essencial no enfrentamento do câncer de intestino.

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