Especialistas reforçam importância do exame Papanicolau, da vacinação contra o HPV e do acompanhamento ginecológico regular para reduzir os mais de 17 mil casos registrados anualmente no Brasil.
O câncer de colo do útero segue entre os tipos mais comuns que afetam mulheres no Brasil. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país registra mais de 17 mil novos casos da doença por ano, número que reforça a necessidade de diagnóstico precoce e de campanhas permanentes de conscientização.
Durante o Março Lilás, especialistas intensificam o alerta sobre a importância da prevenção e também sobre a falta de informação que ainda cerca a doença. A médica Anna Paola Gatto, da A Clínica da Mulher, destaca que o acompanhamento ginecológico regular é um dos principais aliados na redução dos riscos.
“O câncer de colo do útero tem altas chances de prevenção quando há acompanhamento médico e a realização periódica do exame preventivo”, explica.
Entre os principais métodos de detecção está o exame Papanicolau, indicado para identificar alterações nas células do colo do útero antes que elas evoluam para um quadro de câncer. O exame é simples, rápido e considerado fundamental para o diagnóstico precoce.
Outra estratégia importante de prevenção é a vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano), vírus associado à maioria dos casos da doença. A imunização ajuda a reduzir significativamente as chances de desenvolvimento do câncer ao longo da vida.
Segundo especialistas, ampliar o acesso à informação e incentivar a realização de exames de rotina são medidas essenciais para diminuir a incidência da doença. Nesse contexto, o Março Lilás surge como um importante movimento de conscientização, reforçando a importância do cuidado contínuo com a saúde feminina.



