Evento anuncia edição em Coroa Vermelha, com artesanato, cultura e economia solidária dos povos originários.
O Governo do Estado apresenta, nesta sexta-feira (19), às 9h, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), o Festival do Artesanato Baiano Indígena e da Economia Solidária (FABI). O anúncio marca o início da contagem para o evento que será realizado em fevereiro de 2026, em Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz Cabrália, no Extremo Sul da Bahia. A proposta é valorizar produção artesanal, geração de renda e autonomia comunitária entre povos originários.
O festival reunirá artesãos de cerca de 20 etnias, incluindo Atikum, Pataxó, Kaimbé, Pataxó Hãhãhãe, Tupinambá, Kiriri e Kariri-Xocó. A programação prevê feira de artesanato, oficinas formativas, exposição fotográfica, debates com ativistas, cozinha show, desfile de moda artesanal e apresentações culturais. Para o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, o FABI reafirma o compromisso do Estado com inclusão produtiva e políticas de fortalecimento cultural dos povos indígenas.
Segundo o coordenador de Fomento ao Artesanato da Bahia, Weslen Moreira, a iniciativa amplia a comercialização da produção artesanal indígena e fortalece identidade e resistência histórica. O festival reúne uma rede de parcerias que envolve secretarias estaduais, a Prefeitura de Santa Cruz Cabrália, entidades culturais e representações indígenas, conectando economia solidária, tradição e sustentabilidade.
As inscrições já estão abertas para artesãos que desejam participar da seleção. O Edital de Chamamento Público nº 015/2025 vai escolher 60 participantes entre artesãos individuais, mestres e entidades representativas. O prazo segue até 5 de janeiro de 2026, com formulário disponível no site do Artesanato da Bahia. As etapas incluem análise documental e avaliação técnica das fotos da produção. O edital prevê ainda uma vaga exclusiva para Mestre Artesão Indígena e cota mínima de 10% para artesãos indígenas com deficiência.
O lançamento reforça a expectativa de um festival que dialoga com memória, cultura e autonomia. O encontro de sexta-feira acontece no Muncab, localizado na Rua das Vassouras, nº 25, no Centro Histórico de Salvador.



