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Audiência pública reforça valor cultural dos Palhaços do Rio Vermelho e discute inclusão no calendário oficial de Salvador

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Manifestação criada em 1986 busca reconhecimento institucional como patrimônio e ganha apoio de artistas, entidades e legisladores

Fotos: Cláudia Correia

O Teatro SESI Rio Vermelho foi palco, nesta quarta-feira (27), de uma audiência pública dedicada a discutir a relevância cultural do Coletivo Palhaços do Rio Vermelho. A iniciativa partiu do vereador Silvio Humberto (PSB), presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal, que é autor do Projeto de Lei 319/2025, voltado a instituir no calendário oficial da cidade o Dia do Desfile dos Palhaços do Rio Vermelho.

O encontro reuniu entidades sociais, moradores, produtores culturais e representantes de grupos tradicionais como capoeiristas, sambadores e reisados, que se unem ao cortejo dos Palhaços na semana pré-carnavalesca. Entre os participantes estavam a Associação Sociocultural Siribeira, do Conde, a Associação de Moradores e Amigos do Rio Vermelho (AMARV) e a Associação Cultural Beneficente Monsenhor Amílcar Marques. Na mesa de debates, marcaram presença autoridades como a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), o vereador Felipe Santana (PSD), além de líderes comunitários e representantes da Polícia Militar.

Fundado em 1986 pelo artista plástico Ruy Santana, o movimento nasceu na Rua Ilhéus como uma forma de resgatar a alegria lúdica e criativa do carnaval, se consolidando em 2009 como símbolo de resistência cultural. Hoje, o desfile se firma como um espaço de integração, reunindo expressões artísticas da capital e do interior, além de turistas, e se tornou referência na preservação das tradições populares.

Durante a audiência, o vereador Silvio Humberto destacou a importância de garantir condições adequadas para o desfile, com serviços públicos, segurança e infraestrutura. Para ele, os Palhaços não são apenas uma manifestação festiva, mas também um motor de geração de emprego, renda e turismo. “O movimento não tem fins lucrativos, mas movimenta a economia urbana e resgata a essência do convívio social no carnaval”, reforçou.

A defesa da oficialização também foi reforçada por representantes das associações presentes, que ressaltaram a necessidade de apoio institucional para dar visibilidade e reconhecimento à manifestação. Para os organizadores e apoiadores, os Palhaços do Rio Vermelho representam um elo entre passado e presente, carregando a memória do Bando Anunciador e renovando a tradição carnavalesca com criatividade, espontaneidade e forte identidade comunitária.

 

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