O Portal Jack Comunica não se responsabiliza pelos conteúdos publicados pelos nossos colunistas.

Ação e CidadaniaEducaçãoMundo

Apenas 34% dos jovens refugiados estão matriculados no ensino secundário

Foto: Divulgação

Novos dados reunidos pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), extraídos de 40 países, demonstram que níveis de acesso à educação entre refugiados sofreram queda após pandemia da COVID-19

Genebra, 7 de setembro de 2021 – A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) chama atenção para a necessidade de um esforço internacional para garantir o acesso à educação secundária para crianças e jovens refugiados. O apelo chega em um momento em que os níveis de matrícula escolar e universitária encontram-se criticamente baixos.

A chamada ocorre também no momento em que o ACNUR lança o Relatório de Educação 2021, Seguindo no Caminho: os desafios de jovens refugiados no acesso à educação (versão em inglês). O relatório destaca as histórias de jovens refugiados em todo o mundo, enquanto tentam continuar aprendendo em uma era de turbulências sem precedentes causadas pela pandemia da COVID-19.

O ensino secundário, que compreende o 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, deve ser um momento de crescimento, desenvolvimento e oportunidades. Esse período aumenta as perspectivas de emprego, saúde, independência e liderança de jovens em situação de vulnerabilidade e os torna menos suscetíveis a serem inseridos em cenários de trabalho infantil.

Ainda assim, de acordo com dados coletados pelo ACNUR em 40 países, a taxa bruta de matrícula para jovens refugiados no nível secundário entre 2019 e 2020 foi de apenas 34%. Em quase todos os países, a taxa é inferior à das crianças das comunidades de acolhida.

É provável que a pandemia tenha prejudicado ainda mais as oportunidades dos refugiados. A COVID-19 tem sido prejudicial para todas as crianças, mas para jovens refugiados, que já enfrentam obstáculos significativos de acesso à educação, ela pode destruir todas as esperanças de alcançarem a educação de que precisam.

 “O recente progresso feito na matrícula escolar de crianças e jovens refugiados está agora sob ameaça”, afirma o Alto Comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. “Enfrentar este desafio requer um esforço massivo e coordenado, e é uma tarefa da qual não podemos nos esquivar”, complementa.

O ACNUR apela aos Estados para que garantam o direito de todas as crianças, inclusive dos refugiados, de terem acesso ao ensino secundário e que façam parte dos sistemas e planejamentos educacionais nacionais.

Além disso, os países que acolhem um grande número de pessoas deslocadas à força precisam de assistência para terem capacidade de atender estes jovens: mais escolas, materiais de aprendizagem apropriados, treinamento de professores em disciplinas especializadas, apoio e instalações para meninas adolescentes e investimento em tecnologia e conectividade para acabar com a exclusão digital.

Os dados também mostram que, de março de 2019 a março de 2020, as taxas brutas de matrícula para refugiados no nível primário foram de 68%.

O número de matrícula no ensino superior foi de 5%, um aumento de 2 pontos percentuais a cada ano e um ganho que representa uma mudança transformadora para milhares de pessoas refugiadas e suas comunidades. É um aumento que também gera esperança e incentivo aos refugiados mais jovens que enfrentam grandes desafios relacionados ao acesso à educação.

No entanto, este nível permanece baixo quando comparado com os números globais. Sem um expressivo aumento no acesso ao ensino secundário, a meta “15 em 30” estabelecida pelo ACNUR e parceiros – 15% dos refugiados matriculados no ensino superior até 2030 – permanecerá fora de alcance.

O trabalho do ACNUR de proteção às pessoas refugiadas é mantido por contribuições voluntárias de países e por doações de empresas e pessoas físicas. Saiba como apoiar: https://doar.acnur.org/acnur/donate.html

Sobre o ACNUR – A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) é uma organização dedicada a salvar vidas, assegurar os direitos e construir futuros melhores para as pessoas que foram forçadas a deixar suas casas e comunidades devido a guerras, conflitos armados, perseguições ou graves violações dos direitos humanos. Presente em mais de 130 países, o ACNUR atua em conjunto com autoridades nacionais e locais, organizações da sociedade civil, academia e o setor privado para que todas as pessoas refugiadas, deslocadas internas e apátridas encontrem segurança e meios para reconstruir suas vidas.

Tags

Fabio Almeida

Tenho 38 anos, nascido em Salvador/Ba, um soteropolitano nato. Jornalista de profissão sigo o compromisso e responsabilidade com a verdade e apuração dos fatos.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios