A maior cervejaria do país detalha processos desconhecidos do público, como o “teste do chá”, o check-up do fermento e as etapas que garantem o sabor ícone de marcas como Brahma

Por trás de cada gole de cerveja existe uma jornada que combina tecnologia, ciência e tradição. Na Ambev, líder brasileira do setor e responsável por marcas históricas, o processo começa no campo, com a seleção criteriosa da cevada cultivada em parceria com agricultores, e segue um caminho repleto de etapas que garantem pureza, frescor e consistência. O objetivo é simples: entregar ao consumidor a mesma experiência sensorial, sempre.
Nas maltarias, a cevada se transforma em malte, que ao chegar à cervejaria passa pelo curioso “teste do chá”, uma infusão degustada por especialistas que avaliam aroma e sabor antes de liberar a produção. Em seguida, ímãs industriais e equipamentos de limpeza removem qualquer impureza. Cada etapa é guiada pelos chamados Itens de Controle Liberatórios (ICLs), verdadeiras “catracas” que só permitem o avanço quando todos os parâmetros estão perfeitos.
No laboratório, o fermento é tratado como atleta de elite: passa por análises microbiológicas, físico-químicas e sensoriais que avaliam vitalidade, viabilidade e até o sabor das células. Só depois de receber o “atestado verde” ele é liberado para atuar nos tanques, garantindo uma fermentação saudável e equilibrada — base para o frescor da cerveja.
Antes do envase, a bebida enfrenta o exame final: testes de cremosidade da espuma, brilho, cor, gás carbônico e sensorial. Para impedir a oxidação, o CO₂ produzido na própria fermentação é captado, purificado a 99,99% e reincorporado à cerveja, mantendo o sabor como se tivesse acabado de sair da linha de produção. Em rótulos globais como Budweiser e Corona, amostras brasileiras são enviadas mensalmente ao exterior para calibração com os “key tasters” mundiais.
Alexandre Esber, mestre-cervejeiro da Ambev, explica que a precisão do processo é o que garante a qualidade reconhecida do portfólio. “A cerveja é degustada até 16 vezes ao longo da produção. É uma mistura de paixão e ciência que permite entregar o frescor e a consistência que o consumidor conhece.” Além do compromisso com excelência, a companhia investiu mais de R$ 10 bilhões no Brasil nos últimos três anos, fortalecendo toda a cadeia produtiva — do campo ao copo.



