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Agosto Dourado reforça importância do leite materno no cuidado de bebês prematuros

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Especialistas do Mater Dei destacam que orientação no pré-natal e apoio após o parto são fundamentais para fortalecer a amamentação e proteger mães e recém-nascidos

Credito das fotos:Poliana Adorno

O leite materno desempenha um papel essencial no desenvolvimento e na recuperação de recém-nascidos, especialmente dos prematuros e bebês de baixo peso. Durante o Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção do aleitamento materno, especialistas reforçam que a orientação ainda na gestação e o suporte à mulher após o parto são determinantes para o sucesso da amamentação e para a saúde do bebê.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef, a amamentação deve começar na primeira hora de vida, ser exclusiva até os seis meses e continuar, junto à alimentação complementar, até os dois anos ou mais. Apesar da recomendação, apenas 48% dos bebês menores de seis meses recebem aleitamento materno exclusivo no mundo. No Brasil, o índice é de 45,8%, segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani).

Na UTI neonatal, o leite materno vai além da nutrição. “Para o prematuro ou recém-nascido de baixo peso, o leite materno não é apenas alimentação. Ele integra o cuidado neonatal, porque oferece componentes imunológicos e favorece o amadurecimento do intestino, justamente em uma fase de grande vulnerabilidade”, explica a neonatologista Renata Pitangueiras, do Hospital Mater Dei Salvador.

Quando o bebê ainda não consegue mamar diretamente no peito, a retirada do leite pela mãe permite que ele continue recebendo esse alimento por meio de outras formas de oferta. O contato pele a pele e o método canguru também contribuem para estimular a produção de leite e fortalecer o vínculo entre mãe e filho.

Além do acompanhamento após o nascimento, a preparação para a amamentação deve começar durante o pré-natal. Segundo o obstetra Francisco Mota, do Hospital Mater Dei Emec, em Feira de Santana, a principal preparação é a informação. “Preparar a mulher não significa submeter as mamas a exercícios, massagens ou exposição ao sol. O mais importante é oferecer conhecimento, acolher dúvidas e construir expectativas realistas sobre o início da amamentação”, afirma.

Os especialistas também destacam a importância dos bancos de leite humano, fundamentais para atender recém-nascidos quando o leite da própria mãe não está disponível. Na Bahia, mais de um milhão de mulheres já foram assistidas por esses serviços, beneficiando mais de 69 mil bebês ao longo de 22 anos.

Para os profissionais, o sucesso da amamentação depende de uma rede de apoio formada por familiares e equipes de saúde. “Amamentação não se sustenta apenas com força de vontade. Ela depende de assistência qualificada, participação da família, divisão de tarefas, condições de descanso e proteção no retorno ao trabalho”, ressalta Francisco Mota.

Renata Pitangueiras reforça que cada história deve ser acolhida com respeito. “Nosso papel é apoiar, buscar alternativas seguras e reconhecer todo esforço realizado. A culpa não pode ocupar o lugar do cuidado”, conclui.

 

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