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Jack Comunica celebra 7 anos no Dia da Pessoa com Deficiência Física e reforça compromisso com a inclusão

Dia da Pessoa com Deficiência Física destaca inclusão, acessibilidade e combate ao capacitismo, com reflexões dos jornalistas Fabio Almeida e Jacson Gonçalves.
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Ao completar sete anos de atuação, o Jack Comunica destaca a importância da acessibilidade, do pertencimento e da representatividade das pessoas com deficiência no jornalismo e na sociedade

O Dia da Pessoa com Deficiência Física, celebrado em 11 de outubro, reforça a necessidade de combater o capacitismo, ampliar a acessibilidade e garantir oportunidades para pessoas com deficiência em diferentes espaços da sociedade. Mais do que uma data de conscientização, a ocasião convida à reflexão sobre autonomia, autoestima, pertencimento e o direito de cada pessoa ser reconhecida por suas capacidades, trajetórias e contribuições.

A discussão também envolve o papel da comunicação na construção de uma sociedade mais inclusiva. A forma como as pessoas com deficiência são representadas na imprensa pode contribuir tanto para a desconstrução de preconceitos quanto para a reprodução de estereótipos que ainda limitam sua participação social e profissional.

Nesse contexto, o portal Jack Comunica, que completou sete anos de atuação em 11 de outubro de 2026, reafirma seu compromisso com a valorização da diversidade. Idealizado pelo jornalista Fabio Almeida e desenvolvido em parceria com o jornalista Jacson Gonçalves, que é cadeirante, o projeto reúne experiências profissionais e pessoais que fortalecem o debate sobre inclusão e respeito às diferenças.

Dia da Pessoa com Deficiência Física destaca inclusão, acessibilidade e combate ao capacitismo, com reflexões dos jornalistas Fabio Almeida e Jacson Gonçalves.
Foto Fabio Almeida

Jornalismo e inclusão caminham juntos na defesa da diversidade

Para Fabio Almeida, a convivência com Jacson ao longo da trajetória do Jack Comunica ampliou sua percepção sobre os desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência e a responsabilidade social do jornalismo.

“Ter Jacson ao meu lado nessa caminhada ampliou minha compreensão sobre inclusão, respeito e acessibilidade. Aprendi que comunicar não é apenas dar visibilidade às histórias, mas também abrir caminhos, romper preconceitos e valorizar as pessoas. O jornalismo também tem a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais justa e representativa”, afirma Fabio Almeida.

A reflexão evidencia que a inclusão não deve ser uma preocupação exclusiva das pessoas com deficiência. Ela exige o envolvimento de profissionais, instituições, empresas e de toda a sociedade na construção de ambientes acessíveis e oportunidades mais igualitárias.

No jornalismo, esse compromisso passa por ouvir as pessoas com deficiência, respeitar sua autonomia e reconhecer que suas experiências não se resumem às dificuldades de acessibilidade.

Combate ao capacitismo exige mudanças de comportamento

Entre os desafios que ainda precisam ser enfrentados está o capacitismo, forma de preconceito que associa a deficiência à incapacidade e pode se manifestar em atitudes de desconfiança, exclusão, infantilização ou desvalorização profissional.

Para o jornalista Jacson Gonçalves, combater esse comportamento significa reconhecer que pessoas com deficiência têm conhecimentos, talentos, sonhos e o direito de construir suas próprias trajetórias.

“Eu não quero ser visto como um herói simplesmente por viver a minha vida. Quero ser respeitado como cidadão, como profissional e como ser humano.”

A declaração chama a atenção para a necessidade de abandonar a ideia de que atividades cotidianas realizadas por pessoas com deficiência devem ser tratadas automaticamente como exemplos extraordinários de superação.

O respeito começa pelo reconhecimento da individualidade, das escolhas e das competências de cada pessoa, sem que sua condição física determine a maneira como ela é percebida.

Autoestima e pertencimento também fazem parte da inclusão

A inclusão vai além da eliminação de barreiras arquitetônicas. Ela envolve também a construção de relações sociais e profissionais em que pessoas com deficiência se sintam acolhidas, respeitadas e participantes das decisões.

Para Jacson, existe uma diferença fundamental entre permitir que uma pessoa esteja presente em determinado ambiente e garantir que ela realmente faça parte daquele espaço.

“Eu não quero apenas ser incluído. Quero pertencer.”

O sentimento de pertencimento está diretamente relacionado à autoestima e à possibilidade de exercer a própria autonomia sem enfrentar julgamentos constantes.

Olhares preconceituosos, comentários inadequados e atitudes que colocam em dúvida a capacidade de uma pessoa podem afetar sua confiança e dificultar sua participação em diferentes ambientes.

Por isso, promover a inclusão também significa construir relações baseadas na escuta, no respeito e no reconhecimento das diferenças.

Pessoas com deficiência precisam ser protagonistas de suas histórias

A representatividade no jornalismo é outro ponto importante dessa discussão. Pessoas com deficiência precisam ser ouvidas não apenas em reportagens sobre acessibilidade, mas também em assuntos relacionados à cultura, economia, educação, saúde, política, mercado de trabalho e demais temas da sociedade.

Reconhecer esse protagonismo significa ampliar espaços de participação e permitir que essas pessoas sejam fontes, profissionais e protagonistas das próprias narrativas.

Para Fabio Almeida e Jacson Gonçalves, a experiência construída ao longo dos sete anos do Jack Comunica reforça a importância de uma comunicação que valorize histórias humanas sem transformar a deficiência em sinônimo de limitação.

O Dia da Pessoa com Deficiência Física também representa uma oportunidade de lembrar que acessibilidade, autonomia e respeito são direitos que devem ser assegurados durante todo o ano.

Mais do que homenagens ou mensagens de conscientização, a inclusão exige atitudes concretas, oportunidades e mudanças na maneira como a sociedade reconhece e acolhe as diferenças.

A reflexão permanece necessária: uma sociedade verdadeiramente inclusiva não é aquela que apenas permite a presença de pessoas com deficiência, mas aquela que garante condições para que elas participem, decidam, trabalhem, convivam e pertençam.

Porque inclusão não é favor, acessibilidade não é privilégio e respeito é um direito de todos.

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