Especialista alerta para sinais como coceira, queda de pelos e vermelhidão e reforça a importância da prevenção contra pulgas e carrapatos

A chegada da primavera traz mudanças nas condições ambientais que podem favorecer o aparecimento ou o agravamento de problemas dermatológicos em cães e gatos predispostos a alergias. Alterações de temperatura, umidade e maior presença de agentes ambientais tornam o período um momento de atenção para tutores.
Segundo o médico-veterinário Francis Flosi, diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, sinais como coceira intensa, vermelhidão, lambedura excessiva, queda de pelos, descamação, feridas e inflamações nas orelhas merecem avaliação quando persistem.
“O período da primavera não significa que todos os animais terão problemas de pele, mas é uma oportunidade para observar mudanças no comportamento e procurar atendimento quando os sintomas persistirem”, explica.
O especialista destaca que a coceira é apenas um sintoma e pode estar relacionada a alergias, parasitas, infecções ou outras condições dermatológicas. Por isso, o tratamento deve ser baseado em um diagnóstico correto, evitando medidas que tratem apenas os sinais clínicos.
Outro ponto de atenção é a prevenção contra pulgas, carrapatos e outros ectoparasitas. Em animais sensíveis, a picada de pulgas pode desencadear reações alérgicas intensas, com lesões e perda de pelos, principalmente na região do dorso e da base da cauda.
Flosi também alerta para os riscos da automedicação. Medicamentos de uso humano ou indicados para outro animal podem causar complicações, já que cães e gatos apresentam diferenças importantes na metabolização de diversas substâncias.
Com a chegada da estação, a recomendação é manter o controle preventivo de parasitas, observar qualquer alteração na pele ou no comportamento dos animais e procurar um médico-veterinário diante de sinais persistentes, favorecendo o diagnóstico precoce e o bem-estar dos pets.


