Encontro acontece nesta terça-feira (16), no Pelourinho, e integra programação comemorativa dos 50 anos da agremiação

O Commanche do Pelô realiza nesta terça-feira (16), no Centro Histórico de Salvador, uma roda de conversa dedicada à valorização da memória dos blocos afro-indígenas e ao fortalecimento das manifestações culturais ligadas às tradições indígenas e negras da Bahia. Com o tema “Importância dos blocos de índios e sua preservação para futuras gerações”, o encontro acontece a partir das 16h, na sede da agremiação, localizada no Largo do Pelourinho.
A atividade integra a programação cultural desenvolvida pelo grupo e tem como objetivo promover reflexões sobre o papel histórico dos blocos de índios nos festejos populares baianos, especialmente no Carnaval de Salvador, além de discutir estratégias para preservação desse patrimônio cultural.
O debate reunirá convidados de diferentes áreas do conhecimento e da atuação social, entre eles a advogada e projetista Elisângela Silva, a historiadora Josemary Rodrigues, a contadora e mentora Lindiane Soares, Verônica Santana, ligada às áreas de africanidade e Afromeji, e Edson Costa, coordenador da Rede Emunde.
Além das discussões, a programação inclui uma celebração religiosa em homenagem a Santo Antônio. A partir das 19h, será realizada uma reza no subsolo da sede do Commanche do Pelô.
De acordo com Jorginho Commancheiro, representante da entidade, o encontro reforça a importância de reconhecer e preservar as contribuições dos povos indígenas para a cultura baiana.
“Realizamos ações sociais durante o ano inteiro, mas esse encontro é de fundamental importância porque debatemos as heranças civilizatórias do povo indígena nos movimentos culturais que acontecem em Salvador”, destacou.
A roda de conversa integra ainda as atividades da Exposição Cultural 50 Anos do Commanche do Pelô, que permanece aberta à visitação pública até o dia 30 de junho, celebrando a trajetória de uma das agremiações tradicionais da cultura popular baiana.
O evento é realizado pelo Sistema Nacional de Cultura (SNC), com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), através da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e do Ministério da Cultura.


