Calor, desidratação e excesso de ar-condicionado podem comprometer a saúde vocal, alerta especialista

O verão, marcado por altas temperaturas, festas ao ar livre e maior exposição ao ar-condicionado, pode representar um desafio para a saúde da voz. O calor favorece a desidratação do organismo, enquanto ambientes climatizados e o consumo frequente de bebidas geladas contribuem para o ressecamento das pregas vocais, aumentando o risco de rouquidão, irritações e inflamações.
Segundo a otorrinolaringologista Erica Campos, especialista em laringologia, a hidratação constante é o principal cuidado nessa estação. A ingestão regular de água ajuda a manter as pregas vocais lubrificadas, reduzindo o esforço ao falar. Ela também orienta moderação no consumo de álcool e cafeína, substâncias que favorecem a desidratação e podem irritar a laringe.
Outro ponto de atenção é o uso excessivo da voz em ambientes ruidosos, comuns no verão. Falar alto ou gritar para competir com o barulho sobrecarrega as pregas vocais e pode causar lesões. A recomendação é buscar estratégias para poupar a voz, como se aproximar do interlocutor, fazer pausas e evitar conversas prolongadas em locais muito barulhentos.
A especialista alerta ainda para os efeitos do ar-condicionado, cujo ar frio e seco reduz a umidade das vias aéreas. Alternar ambientes climatizados com locais arejados, reforçar a hidratação e, quando possível, utilizar umidificadores ajudam a minimizar os impactos.
Rouquidão persistente, dor ao falar, garganta seca ou pigarro frequente são sinais de alerta. Nesses casos, o repouso vocal e a avaliação médica são fundamentais para evitar complicações. Com cuidados simples e atenção aos sinais do corpo, é possível manter a voz saudável mesmo durante a estação mais quente do ano.



