Técnica laparoscópica reduz riscos e acelera a recuperação de pacientes atendidos na rede pública.
Foto: Divulgação / Ascom Hospital de Brotas
A videolaparoscopia tem se destacado no Hospital de Brotas como uma alternativa moderna e menos invasiva para o tratamento do câncer de próstata entre beneficiários do Planserv. O procedimento, realizado com pequenas incisões no abdômen, reduz dor e sangramento no pós-operatório e oferece uma recuperação mais rápida, especialmente para pacientes entre 60 e 80 anos — faixa etária predominante no centro cirúrgico. Segundo o urologista Joabe Carneiro, coordenador do Serviço de Urologia, a técnica permite remover a próstata com alta precisão. “A câmera amplia em quase 50 vezes o campo de visão, garantindo mais segurança ao paciente”, explica.

A prostatectomia radical laparoscópica é indicada para casos de câncer detectados precocemente, quando as chances de cura ultrapassam 90%. A técnica também pode ser aplicada em doenças benignas, como o adenoma prostático, e tem uso frequente na remoção de tumores renais. Entre as vantagens destacadas pelo especialista estão menor dor pós-cirúrgica, menor risco de infecções, redução de perda de urina e preservação da potência sexual — benefícios relevantes para pacientes mais jovens. A alta costuma ocorrer em até 24 horas, e a sonda urinária permanece por um período menor quando comparada à cirurgia aberta.

O Hospital de Brotas realiza todas as cirurgias de próstata por via laparoscópica, reforçando o compromisso com tecnologia e segurança no atendimento ao servidor público. A técnica também está disponível em centros de referência como o Hospital do Homem, o Hospital Roberto Santos e o Hospital das Clínicas da UFBA. Para o enfermeiro Victor Coelho, responsável por treinamentos da equipe, o investimento em capacitação fortalece o cuidado. “Quando o profissional domina o que faz, atua com mais autonomia e acolhe melhor o paciente”, afirma.

A instituição também mantém ações educativas alinhadas às campanhas de prevenção. Em outubro, a equipe passou por aprimoramentos voltados ao acolhimento de mulheres em tratamento de câncer de mama, e em novembro o foco voltou-se à atualização em cirurgias urológicas laparoscópicas, reforçando a importância do Novembro Azul e da detecção precoce.
Os exames preventivos devem começar aos 50 anos para quem não possui fatores de risco e aos 45 anos para pessoas com histórico familiar da doença, reforçando a necessidade de acompanhamento regular com o urologista.



