O uso da inteligência artificial já está presente em hospitais e centros cirúrgicos, apoiando cálculos de doses, monitoramento de pacientes e previsões de complicações. Apesar da eficiência, especialistas reforçam que a tecnologia é apenas suporte. Segundo o anestesiologista Hugo Dantas, presidente da Coopanest-Ba, o papel humano permanece central e insubstituível.
“Quem responde pela vida do paciente e decide diante do inesperado é o médico. Nenhuma máquina substitui a sensibilidade e o julgamento clínico humano”, afirma. Para ele, a integração entre conhecimento médico e tecnologia é o caminho para mais segurança em procedimentos.
Estudos recentes apontam avanços em áreas como intubação difícil, prevenção de falhas renais, cálculo de doses e sedação em tempo real. Na prática, a IA amplia a previsibilidade e reduz riscos, mas ainda enfrenta desafios éticos e de regulamentação.
A Coopanest-Ba, fundada em 1985, destaca-se como referência nacional ao investir em tecnologia e iniciativas que fortalecem a anestesiologia na Bahia, sem abrir mão da valorização do profissional. Para Dantas, o futuro é de colaboração entre médico e máquina, com a vida do paciente sempre no centro.



