A primeira infância é considerada por especialistas como uma fase determinante para o futuro das crianças, já que até os seis anos o cérebro humano forma 90% das suas conexões neurais. Nesse período, estímulos cognitivos, sociais e emocionais se tornam essenciais para construir bases sólidas para a vida adulta.
De acordo com a psicopedagoga Virgínia Lucas, diretora do Colégio Anchieta, unidade Aquarius, o cuidado e a forma de acolhimento das crianças nessa fase impactam diretamente sua formação como cidadãos. Para ela, o aprendizado vai além da sala de aula, envolvendo afeto, convivência e estímulos adequados que fortalecem a resiliência e a saúde emocional.
Esse pensamento dialoga com o Manifesto da Infância, que ressalta que criança não é mini-adulto, mas ser humano em pleno desenvolvimento, que precisa ser respeitado em sua singularidade. Viver a infância de forma plena é essencial, sem antecipar responsabilidades que pertencem ao universo adulto.
A participação ativa da família também é apontada como indispensável, seja por meio do cuidado, da escuta e da oferta de limites saudáveis. Mais do que permissividade, trata-se de reconhecer a criança como sujeito de direitos no presente, e não apenas como projeto de futuro.
No Colégio Anchieta, práticas pedagógicas lúdicas e interdisciplinares fortalecem esse conceito, com atividades que exploram desde contação de histórias até experiências na natureza. A instituição também mantém diálogo constante com as famílias, abordando temas como saúde, vínculo afetivo e uso consciente da tecnologia, reforçando uma rede de apoio que assegura um ambiente acolhedor, estimulante e verdadeiramente voltado à infância.



