O clima quente e úmido predominante na maior parte do território baiano, especialmente nas regiões litorâneas, somado ao uso frequente de ar-condicionado e às mudanças bruscas de temperatura entre ambientes, agrava quadros de dermatite atópica. A doença inflamatória crônica da pele, que causa coceira intensa, vermelhidão e descamação, é cada vez mais frequente nos consultórios dermatológicos do estado.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 20% das crianças e até 5% dos adultos sofrem com dermatite atópica no Brasil. Na Bahia, o calor intenso e a alta umidade relativa do ar favorecem a proliferação de bactérias e fungos, o que pode piorar as lesões na pele, principalmente quando há coceira excessiva ou ferimentos.
“O clima úmido da Bahia aumenta a sudorese, que irrita a pele inflamada, além de favorecer infecções secundárias que agravam a dermatite atópica. Por isso, é essencial hidratar a pele diariamente com produtos específicos, evitar banhos muito quentes ou demorados e preferir sabonetes suaves, sem fragrâncias”, orienta a Dra. Camila Sampaio Ribeiro.
A médica destaca ainda que roupas de tecidos naturais, como algodão, são mais indicadas para reduzir o atrito na pele e absorver melhor o suor. Além disso, é importante secar bem as dobras do corpo após o banho, pois a umidade favorece o crescimento de fungos. Em casos persistentes ou graves, é fundamental o acompanhamento dermatológico para uso de medicamentos tópicos ou sistêmicos que controlem o quadro e evitem complicações.



