Neurocientista Ana Chaves alerta para os impactos emocionais do ambiente corporativo e reforça que saúde mental deve ser tratada como prioridade estratégica

O Brasil lidera entre os países com maior índice de trabalhadores afetados pelo estresse profissional: 67% dos brasileiros relatam sofrer desgaste emocional no ambiente de trabalho, segundo levantamento global da ADP Research. O dado, acima da média mundial, reforça o alerta da neurocientista Ana Chaves sobre os danos reais do estresse crônico no corpo e na mente dos profissionais.
Para a especialista, o excesso de demandas, lideranças autoritárias, longas jornadas e a ausência de equilíbrio entre vida pessoal e carreira são gatilhos constantes de adoecimento emocional. Ana destaca que os sintomas vão além do cansaço: afetam memória, foco, produtividade e podem evoluir para quadros como depressão e doenças físicas. Ela defende que o bem-estar mental deve deixar de ser tabu e virar política ativa nas empresas.
Essa transformação, inclusive, já está prevista por lei. A partir de 26 de maio de 2025, entra em vigor a nova versão da NR-1, que torna obrigatória a gestão dos riscos psicossociais nas organizações. Isso inclui ações para combater o estresse, assédio e sobrecarga de trabalho, responsabilizando formalmente as empresas pelo cuidado com a saúde emocional de seus colaboradores.
Ana Chaves reforça que os próprios trabalhadores também devem reconhecer sinais como irritabilidade, desânimo, insônia e cansaço extremo como alertas do corpo e da mente. A prevenção começa com pequenas atitudes diárias de autocuidado, limites bem definidos e, quando necessário, busca por ajuda profissional especializada.



