Estudo alerta para o impacto do excesso de peso na saúde musculoesquelética e chama atenção para a prevenção
Mais do que um fator estético ou metabólico, a obesidade representa um risco direto à saúde das articulações. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025 revelam que 31% da população brasileira já é obesa, e 68% apresentam algum grau de excesso de peso. O ortopedista Gustavo Dórea, especialista do Centro Integrado da Coluna Vertebral (CICV), alerta que essa condição acelera o desgaste ósseo, promove inflamações e afeta seriamente a mobilidade, principalmente em áreas como joelhos, quadris e coluna.
O impacto é duplo: além da sobrecarga mecânica que força estruturas articulares, o excesso de gordura contribui para inflamações sistêmicas, comprometendo tendões e cartilagens. Isso agrava casos de artrite e pode desencadear artrose, hérnias de disco e tendinites, gerando dor crônica e limitações funcionais. Segundo o especialista, a obesidade ainda altera a biomecânica do corpo, provocando desvios posturais que alimentam um ciclo vicioso de dor e perda de qualidade de vida.
Projeções internacionais apontam que, até 2044, quase 130 milhões de brasileiros poderão conviver com sobrepeso ou obesidade. Diante desse cenário, o cuidado preventivo se torna essencial. “Alimentação equilibrada, prática de exercícios e acompanhamento médico são medidas fundamentais para preservar a saúde das articulações e evitar complicações futuras”, orienta Gustavo Dórea.




